quarta-feira, 16 de junho de 2010

Os movimentos de Independência

Com o final da Segunda Guerra Mundial, o ideal de independência dos países colonizados na África transformou-se um movimento de massa. A África mergulhou em grito por liberdade política, ao passo que enfrentavam a dependência econômica. Tais movimentos ocorreram por meio da guerra ou por meio da independência gradual comandada pelas metrópoles, ao transferirem o poder para as elites locais. Todas essas questões deram origem a uma espécie de neocolonialismo.



Segue abaixo uma pesquisa cronológica dos principais fatores que corroboraram para os movimentos de independência dos Países Africanos.

1950- Pan-africanismo


É um movimento de caráter social, filosófico e político, que visa promover a defesa dos direitos do povo africano, constituindo um único Estado soberano para africanos que vivem ou não na África.

Acreditam que a união dos povos de todos os países do continente africano na luta contra o preconceito racial e os problemas sociais é uma alternativa para tentar resolvê-los. A partir dessa ideologia foi criada a Organização de Unidade Africana (1963), que tem sido divulgada e apoiada, majoritariamente, por afro-descendentes que vivem fora da África.


1951- Independência da Líbia


Em 1912, a Líbia foi invadida pela Itália, uma vez que outras potências européias, como a Inglaterra ou a Alemanha tinha passado ao largo. Este domínio italiano durou até à queda de Mussolini e o fim da II Guerra Mundial, mais concretamente em 1951. O 24 de Dezembro do citado ano a Líbia conseguiu a sua independência da Itália depois de 39 anos de colonização.


1951- União da Eritréia à Etiópia

A Eritreia foi unida à Etiópia pela resolução da ONU 390(A), sob o impulso dos Estados Unidos, adotado em dezembro de 1950.

1952- Canal de Suez- Egito


Foi uma série de conflitos que envolveram Israel e o Egito pelo domínio do Canal que era um ponto estratégico de ligação entre a Europa, a Ásia e a África.


1955- Conferência de Bandung


Em 1955, na Indonésia, os líderes de vinte e nove Estados asiáticos e africanos (Etiópia, Líbia, Libéria e Egito) realizaram a Conferência de Bandung. O objetivo era a promoção da cooperação econômica e cultural afro-asiática, como forma de oposição ao que era considerado colonialismo ou neo-colonialismo dos Estados Unidos da América, da União Soviética ou de outra nação considerada imperialista, ou seja, promoviam o não-alinhamento automático às superpotências. Foi a primeira conferência a falar e a afirmar que o imperialismo e o racismo são crimes.


1956 - Independência do Marrocos

Em 1943 surge no protetorado francês um partido de cunho separatista. O sultão Mohamed ben Yusuf (Mohamed V) adere ao movimento nacionalista e dez anos depois é deposto pelos franceses por não ter acatado sancionar medidas que lhe limitassem o poder. A Espanha não havia sido consultada e negou-se a reconhecer a deposição de Yusuf, assim acolheu os patriotas marroquinos em seu protetorado. A França, preocupada com a rebelião na Argélia, concedeu a independência ao Marrocos em 2 de março de 1956, e Mohamed ben Yusuf volta ao trono e no mesmo ano a Espanha renuncia aos territórios de seu protetorado. O Marrocos fica, então, parcialmente unificado, sob o regime de monarquia constitucional em 1962, tendo também reconhecido a legitimidade de suas fronteiras em tratados e acordos com a França e Espanha.


1956 - Independência da Tunísia


Finda a Segunda Guerra Mundial e, conseqüentemente a ocupação alemã, cresce entre os tunisianos os movimentos nacionalistas, até que em 1956 a França concede a independência à Tunísia. Em 1959, Habib Bourguiba, o principal ícone do movimento nacionalista, é eleito para o cargo da presidência, tornando-se, posteriormente, presidente vitalício - sendo em 1987 considerado incapaz e substituído por Zine El Abidini Ben Ali.


1956- Independência do Sudão


Depois da Segunda Guerra Mundial, os sudaneses com maior grau de instrução passaram a reivindicar a independência. Em 1953, o Reino Unido e o Egito concordaram em conceder autonomia gradual ao Sudão. Oficialmente, o país tornou-se independente em 1° de janeiro de 1956. Desde a independência, o Sudão vem enfrentando problemas políticos e a guerra civil. A partir do final da década de 1960, o chefe de governo foi mudado várias vezes. Em outubro de 1969, o major-general Gaafar al-Nimeiry assumiu o governo. Foi deposto por militares de esquerda em julho de 1971, mas reconquistou o poder em seguida. Em outubro, elegeu-se presidente do Sudão e firmou um acordo com os rebeldes do sul, concedendo certa autonomia à região.


1957 - Independência de Gana


Em 1868, o Reino Unido converteu-se na principal influência na "Costa do Ouro", como foi conhecida Gana. Em 1948, após a fortificação dos movimentos pró-independência, Kwame Nkrumah, forma seu próprio partido: o People´s Party (CPP), com o lema "o auto-governo agora". Em 1951, Nkumah ganha as eleições e em 1957 Gana conquista sua independência, o que deu a Nkrumah a alcunha de Osagyefo (significado: líder vitorioso), sendo empossado como primeiro-ministro, procurando ajuda no bloco comunista. Em 1962 foi-lhe atribuído o Prêmio Lênin da Paz, e em 1966 Nkrumah fora deposto do seu governo por um golpe militar.


1960 - Independência da Costa do Marfim


No ano de 1893 a região da Costa do Marfim tornou-se uma colônia autônoma e em 1899 passou a integrar a Federação da África Ocidental Francesa. Em 1919, parte da colônia se tornou independente e em 1944 foi criado o Sindicato Agrícola Africano, que deu origem ao partido Democrático da Costa do Marfim (Parti Démocratique de la Côte d'Ivoire). Em 1958, anos após a construção do porto, foi proclamada autônoma a República da Costa do Marfim dentro da Communauté Française e em 1960 o país atingiu sua independência plena.


1960- Independência do Chade

É importante ressaltar que em 1885, a Conferência de Berlim definiu as fronteiras do país e a França o ocupou em 1900. A luta anti-colonial inicia-se após a II Guerra Mundial, com a formação do Partido Progressista do Chade (PPT). Em 1960,obtém a Independência, e François Tombalbaye, do PPT, torna-se o primeiro presidente.

1960 - Independência da Nigéria


A Companhia Real de Niger foi criada pelo governobritânico em 1886 e em 1901 a Nigéria tornou-se protetorado britânico e colônia em 1914. Devido ao crescimento do nacionalismo nigeriano com o fim da Segunda Guerra Mundial, o governo britânico deu início a um processo de transição da colônia até um governo próprio com base federal, concedendo à Nigéria independência total em 1960.

1960- Independência de Benin

No fim do século XIX, o território do atual Benin tornou-se protetorado Francês, com o nome de Daomé. Em 1904, passou a ser administrado diretamente pela metrópole. O domínio colonial encerra-se em 1960, quando, incapaz de sustentar economicamente o território, a França concede-lhe a Independência.

1960- Independência do Togo.

O Togo era protetorado da Alemanha desde 1884, com o fim da I Guerra Mundial, o território é dividido entre França e Reino Unido. Em 1956, a parte oriental é incorporada a Gana. A parcela Francesa ganha autonomia limitada, tendo Sylvanus Olympio como primeiro presidente. A Independência só se consolida em 1960, como já dito.

1960- Independência de Burkina Fasso

Em 1947, o território havia se tornado colônia Francesa. Em 1958, passou a ser República, membro da Comunidade Francesa, e obteve a independência em 5 de agosto de 1960.

1960 - Independência da Somália


A Somália italiana já estava sob o protetorado da Organização das Nações Unidas (ONU) desde 1950, quando floresceu em Mogadíscio os movimentos anticoloniais. A Somália tem sua independência em 1960, com a unificação do país, que em seguida, se transforma em república.


1960 - Independência da Mauritânia


Sob a dominação francesa houve na Mauritânia proibições legais contra a escravidão e também um fim às guerras entre diferentes clãs. Enquanto durou o período colonial a população continuou nômade, mas vários povos sedentários, cujas famílias haviam sido expulsas séculos atrás, começaram a voltar gradativamente à Mauritânia. O país obteve sua independência em 1960, sendo fundada sua capital em uma pequena aldeia, Ksar, de população ainda 90% nômade. Após a independência, muitas populações indígenas da África Subsaariana, como por exemplo, os haalpulaar, soninquês e wolof moveram-se para a Mauritânia.


1960 - Independência do Mali


O território do Mali já foi sede de três impérios da África Ocidental. No final do século XIX, o Império Mali fica sob o protetorado francês, transformando-se em parte do Sudão francês. Em 1960, Mali conquista sua independência, tornando-se Federação do Mali. Um ano depois, a Federáção divide-se em dois países: Mali e Senegal.

1960- Independência do Níger

Níger era colônia francesa entre 1922 e 1960, quando obtém a independência. Desde os anos 70, os militares são a força política dominante no país. Em 1990, nômades tuaregues, que lutam por autonomia no norte e no sudeste, entram em conflito armado com o Exército. Acordos de paz são assinados em 1995 e 1997, e a incorporação dos tuaregues à vida política de Níger prossegue até 2000.

1960- Independência do Senegal


Em 1946, o Senegal tornou-se um território da União Francesa e elegeu dois deputados para a Assembléia Nacional Francesa. O Senegal tornou-se uma república autônoma dentro da Comunidade Francesa em 1958. O Senegal e o Sudão Francês (atualmente Mali) formaram a Federação do Mali em 1959. A independência do Mali foi proclamada em 1960. O Senegal deixou de ser membro da federação para se tornar um país independente, em 1960. Léopold Sédar Senghor foi o primeiro presidente a tomar posse.

1961- Independência de Serra Leoa

Serra Leoa já havia sido habitada por portugueses em meados do século XV e tornou-se colônia do Reino Unido no início do século XIX. Em 1960, sir Nilton Margai, secretário do Partido do Povo de Serra Leoa (SLPP), que lutava pela independência, torna-se primeiro ministro, contudo mantém laços com o Reino Unido. Nesse sentido, a Independência do país, em 1961, não traz grandes alterações à política da nação.

1961- Independência de Tanganica

Parte continental da Atual Tanzânia, Tanganica era centro de comércio Árabe entre o século VII e o XVI, quando cai sob o controle de Portugal. Em 1884, a Alemanha conquista o território e o transforma em colônia. Ao fim da Primeira Guerra Mundial, o território fica sob o controle do Reino Unido. A Independência ocorre sob a presidência de Julius Nyerere.

1962- Independência da Argélia

O nacionalismo argelino se destacou após as duas Guerras Mundiais e em 1954 foi formada a Frente de Liberação Nacional (FLN), que lançou uma ofensiva para conseguir a independência da Argélia. Tomaram lugar conflitos, inclusive com ataques à população civil. Em 1962, a Argélia votou majoritariamente a favor da independência, sendo declarada socialista.

1962- Independência da Uganda

Em 1894 o reino da Buganda tornou-se um protetorado do Reino Unido. Após várias manobras realizadas pelos britânicos, foram realizadas no dia 1 de março de 1961 as eleições e Benedicto Kiwanuka torna-se ministro-chefe de Uganda (ainda como commomwealth). Uganda teve sua independência em 9 de outubro de 1962.

1963- Criação da Organização da Unidade Africana (OUA)

A Organização da Unidade Africana (OUA) foi criada a 25 de Maio de 1963 em Addis Ababa, Etiópia, por iniciativa do Imperador etíope Haile Selassie através da assinatura da sua Constituição por representantes de 32 governos de países africanos independentes. A OUA foi substituída pela União Africana a 9 de Julho de 2002. Objetivavam promover a unidade e solidariedade entre os estados africanos, coordenar e intensificar a cooperação entre os estados africanos, no sentido de atingir uma vida melhor para os povos de África, defender a soberania, integridade territorial e independência dos estados africano e erradicar todas as formas de colonialismo da África.

1963- Independência de Zanzibar

Ilha pertencente à Atual Tanzânia. Com história semelhante à de Tanganica, Zanzibar também foi ocupado por árabes e posteriormente colonizado por portugueses, alemães e ingleses, Contudo só logrou a Independência em 1963, dois anos mais tarde que Tanganica.

1963- Independência do Quênia

Nas duas décadas que precederam a Segunda Guerra Mundial, os europeus monopolizaram as melhores terras cultiváveis do Quênia. Em 1944, foi formada uma organização nacionalista, a União Africana do Quênia (KAU), que pregava a redistribuição da terra e tinha como líder Jomo Kenyatta. Em 1952, uma sociedade secreta kikuiu, ou Mau Mau, levantou-se contra o domínio colonial na denominada revolta dos Mau-Mau, que deu origem a uma longa guerra, que se prolongou até 1960. A KAU foi proscrita e Kenyatta, líder da rebelião, preso. A eleição de 1961 levou os dois partidos africanos, a União Nacional Africana do Quênia (KANU) e a União Democrática Africana do Quênia, a aliarem-se no governo. Em dezembro de 1963, o Quênia tornou-se Estado independente, membro da Commonwealth, e constituiu-se em república no ano seguinte, sob a presidência do carismático Kenyatta (KANU), o qual foi reeleito em 1969 e 1974.

1964- Formação da Tanzânia

Após três anos da Independência de Tanganica e um ano da Independência de Zanzibar, esses dois países resolvem se unir para formar a Tanzânia. Sob o governo de Nyerere, a Tanzânia adota o socialismo e aproxima-se da China. Somente no fim dos anos 1980, o governo de Ali Hassan Mwinyi abre a economia do país.

1965- Independência da Gâmbia


Gâmbia ficou independente do Reino Unido em 1965. Em 1970, Dawda Jawara se converteu no primeiro presidente do novo estado e foi reeleito em 1972 e 1977. Depois da independência, a Gâmbia melhorou seu desenvolvimento econômico graças à alta nos preços de sua principal matéria de exportação, o amendoim, e ao desenvolvimento do turismo internacional.


1974- Primeira Colônia Portuguesa na África a se tornar independente: Guiné-Bissau


A colonização portuguesa de Guiné Bissau foi catastrófica. Os invasores impuseram o monopólio do comércio e agricultura. O cenário nos anos 1950 eram assustadores. A cada mil nascimentos, 600 mortes. Existia apenas 11 médicos em todo o país e menos de uma dúzia de pessoas havia completado o ensino secundário.


Em 1956, foi fundado o Partido Africano de Independência de Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC). Após infrutíferas negociações, o partido começa a guerrilha sete anos depois. Em 1972, quase todo o país estava nas mãos dos nacionalistas. Com a Revolução dos Cravos em 1974 e a descolonização das colônias africanas, Guiné-Bissau tornou-se independente, apesar da declaração de independência ter sido em 24 de Setembro de 1973. Assim como nas outras colônias, a independência de Guiné-Bissau foi seguida de nacionalizações, estatizações e reformas.


1975- Independência de Cabo Verde.

O território era colonizado por Portugal desde 1462. Entretanto, no século XX, com o surgimento dos movimentos de libertação nacional na África, o país vincula-se à Luta pela independência da Guiné Portuguesa. Em 1956 forma-se o Partido Africano da Independência da Guiné e de Cabo Verde (PAIGC) marxista, liderado por Amílcar Cabral. A Independência é declarada em 5 de julho de 1975 como conseqüência da Revolução dos Cravos , que derrubou a ditadura em Portugal.

1977-1978 – Época do Terror Vermelho na Etiópia.

Para uma maior contextualização, cabe pontuar que: Em 1977, houve a Guerra de Ogaden, quando a Somáliaregião de Ogaden inteira. Em contrapartida, a Etiópia só foi capaz de recapturar Ogaden,após sérios problemas, graças a um afluxo maciço de equipamentos militares soviéticos e a presença militar de Cuba, junto à Alemanha Oriental e o Iémen do Sul no ano seguinte. Centenas de milhares de pessoas foram mortas como resultado do Terror Vermelho, de deportações forçadas, ou da utilização da fome como uma arma sobre o governo de Mengistu.O Terror Vermelho foi realizado em resposta ao que o governo chamou de "Terror Branco", supostamente uma cadeia de eventos violentos, assassinatos e mortes realizadas pela oposição. capturou a

Referências Bibliográficas

http://www.coladaweb.com/historia/descolonizacao-da-asia-e-da-africa Acessado em 16 de maio de 2010.

http://www.tvcultura.com.br/aloescola/historia/guerrafria/guerra10/terceiromundo-africa.htm Acessado em 17 de maio de 2010

http://www.scribd.com/doc/2465852/Historia-da-Africa-3 Acessado em 17 de maio de 2010

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